Pets diferentes

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Eles não balançam o rabo e não pedem para ir passear, mas, nem por isso deixam de ser interessantes. Os animais exóticos vêm conquistando cada vez mais espaço entre os lares brasileiros. São jibóias, corn snakes, ferrets, calopsitas, coelhos, porquinhos da índia, hamsters. Se você já tem um ou morre de vontade ter, saiba que todos, sem exceção, precisam de mais cuidados que os tradicionais cães e gatos.

Informe-se sobre a espécie, descubra se é legalizada pelo Ibama e tenha em mãos o telefone de um veterinário que atenda animais exóticos.

Cobras

Na contramão da grande maioria, o biólogo Rodrigo Castellari sempre se interessou por répteis. “Lembro da primeira cobra que eu segurei, era uma falsa coral. Na época, era fascinante imaginar que um animal daqueles poderia fazer todas as suas atividades, comer, se reproduzir, se defender, sem fazer uso de membros”, conta Castellari.

Mas, ter um animal como esse em casa exige muito cuidado. “Não é fácil criá-las, mantê-las vivas, bem e saudáveis. A partir do momento em que se tem o animal, dependendo de você para tudo, se ele não tiver as condições necessárias para viver, acabará adoecendo e morrendo”, explica o biólogo, especialista em serpentes.

Por falta de informação, os donos modificam alguns comportamentos naturais, forçam hábitos, transferem estresse, desrespeitam dietas e horários dos répteis. “As serpentes se alimentam de roedores, principalmente camundongos. As grandes espécies necessitam de alimentos maiores e terrários adequados, com cuidados especiais para a iluminação, aquecimento, umidade, tocas e substrato”, orienta Alessandro Bijjeni, veterinário especialista em animais silvestres.

 

Aves

Elas encantam pela enorme variedade de cores e cantos. Não é difícil encontrar calopsitas, papagaios, periquitos e cacatuas em casas e apartamentos, sempre alegrando o ambiente. Mas, você sabia que as aves devem ficar no escuro após às 18 horas? “Elas precisam dormir e, se a luz ficar acesa, elas não conseguem adormecer e adoecem. Podem perder penas e acabam morrendo de estresse”, alerta o biólogo Rodrigo Castellari.

As aves necessitam, ainda, de um espaço que respeite as características e o tamanho de cada espécie. Por isso, nada de colocá-las em gaiolas muito pequenas. Outro cuidado que deve ser tomado é com a alimentação. Já existem rações específicas no mercado para esses animais e, antes de dar frutas, legumes ou verduras, consulte um veterinário.

 

Ferrets

Também conhecidos como furões, esses animais são charmosos, divertidos e cativantes. Segundo o veterinário José Manuel Mouriño, do Pet Place Centro Veterinário, os ferrets são geralmente fáceis de lidar, mansos, não fazem muito barulho e podem ficar sozinhos sem precisar de atenção extrema dos proprietários.

Cuidado com pequenas frestas, ralos e até mesmo privadas destampadas. Quando se tem um furão em casa, todos esses lugares se tornam bastante perigosos. “Eles devem ficar em gaiolas especiais ou em quartos adaptados para as necessidades deles. A casa é potencialmente perigosa para animais desse porte”, explica Mouriño.

Um ferret custa, em média, R$ 1 mil. Com ração e vacinas, o dono gasta aproximadamente R$ 200, por mês. “Como envelhecem rápido, aos quatro anos já são idosos, os gastos triplicam pela necessidade de controles veterinários e medicação”, informa o veterinário.

 

Peixes

Se você tem um peixinho, fique atento: se ele parar de comer, tiver manchas e pontos pelo corpo, estiver opaco, perdendo escamas, machucado, com nadadeiras roídas, com os olhos opacos ou “inchados”, é sinal que alguma coisa está errada.

“As doenças de peixes geralmente não apresentam sintomas característicos. O correto é procurar auxílio técnico, pois o problema pode ser apenas uma simples correção na qualidade da água”, explica a veterinária especialista em aquicultura da Provet, Ana Paula Araújo.

A clínica realiza alguns exames em peixes, entre eles, pesquisa de parasitas, microbiologia, exames de sangue, necroscopias, histopatologia, toxicologia e imagem. Ou seja, os peixes podem sim ser examinados como todos os outros animais.

 

Fonte: UniversoPet

 

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