Período de chuvas favorece contaminação por leptospirose

Nesta época do ano as chuvas são frequentes, elas refrescam e ajudam amenizar o clima. Mas também representam um alerta para os tutores de cães, quanto à proteção de uma doença que assombra a estação mais quente do ano: a leptospirose.

A doença é causada por uma bactéria, um microrganismo que penetra pela pele, mas que também pode ser ingerido junto com água e alimentos contaminados. Os roedores são os grandes responsáveis pela transmissão da doença através de sua urina, por isso a leptospirose é conhecida como a doença da urina do rato.

Por se tratar de uma zoonose, a doença pode atingir o animal e também o homem. Tornam-se fator de risco para contágio, animais com a imunidade debilitada e filhotes, pela fragilidade. A gravidade da doença depende da bactéria presente e do funcionamento do sistema imunológico do animal.

A transmissão

Geralmente, após períodos prolongados de chuvas, acontecem as inundações, que são propícias à disseminação e permanência das leptospiras no ambiente, já que desse modo não ocorre a evaporação ou absorção, pelo solo, da urina proveniente de animais infectados, servindo assim como fonte de infecção para animais e humanos.

Sintomas nos animais

  • Falta de apetite
  • Vômito
  • Febre
  • Urina de cor amarronzada
  • Alteração da função hepática, que causará icterícia, notada pelo amarelamento das mucosas como olhos, gengivas, pele e outros.

Vacinado previne contágio

Para prevenir o contágio é vacinar os cães anualmente. Oferecemos as vacinas, que protege dos principais sorovares que atingem os cães, e as específicas para reforçar a imunidade aos dois sorovares principais da leptospirose. Já para animais que vivem em regiões endêmicas – com maior incidência e risco da doença – o ideal é vacinar o animal a cada seis meses.

Outras formas de prevenir

  • Como os ratos são atraídos pela ração dos animais, eles podem contaminá-la ao urinar nas proximidades;
  • Deixar o comedouro dos cães em locais altos;
  • Armazene os sacos de ração em recipientes bem fechados ou em locais que dificultem o acesso dos roedores;
  • Evite a contaminação da água e alimentos pela urina do rato;
  • Não acumule lixo no interior ou na porta de casa, pois atraem os ratos;
  • Em épocas de chuvas, evite o contato com as águas de enchentes, pois elas afloram de bueiros que estão infestados de ratos.
  • O homem deve tomar as mesmas precauções para não se contaminar com a doença.

O tratamento

O tratamento preconizado é baseado em antibióticos específicos, sempre com suporte médico. Em caso de complicações no quadro clínico, passa-se para a internação, para tratamento e estabilização das lesões renais e hepáticas causadas por essa doença.

Gatos não adoecem de leptospirose

Os gatos por sua vez, possuem uma resistência natural à doença. Há casos raros, que acarretam em baixa imunidade, como FIV (AIDS felina), FeLV (leucemia felina) ou câncer.

Vacine o seu cão anualmente e tome todos os cuidados para ele não se contaminar com a leptospirose.

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