Peito seco nos pássaros, causa ou consequência?

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Levando-se em consideração o fato de que, constantemente, muitos criadores de pássaros afirmam ter em seu criadouro aves com peito seco, facão, gilete ou quilha, embolados e sem comer, é preciso analisar o seguinte: a expressão peito-seco não é doença e sim a conseqüência ou sintoma de uma série de doenças como veremos a seguir:
 
COCCIDIOSE (Eimeriose) – É provocada por um protozoário que parasita os intestinos, causando diarréia, fraqueza, plumas da cloaca suas pelas fezes e acomete todo tipo e qualquer tipo de pássaro. O tratamento preventivo é necessário, ao menos,
a cada seis meses, já o tratamento curativo, sempre que diagnosticar um pássaro doente.
 
VERMINOSES – Muitos são os vermes que acometem os pássaros durante toda a sua existência, sendo necessário, portanto, efetuar, no mínimo, duas vermifugações ao ano em todo o plantel. Estas devem ser repetidas após quinze dias para certificar-se de que todos os estágios dos vermes foram eliminados.
 
FUNGOS – Podem ser transmitidos aos pássaros através de sementes contaminadas, alimentos mal lavados ou mal acondicionados, material de ninho e pelo próprio ar. A antibioticoterapia prolongada e a deficiência de vitamina A constituem-se em fatores predisponentes.
 
DEFICIÊNCIA NUTRICIONAL – A alimentação dos pássaros é de suma importância para o sucesso da criação. Devemos utilizar sementes de boa procedência, livres de contaminantes e uma ração ou farinhada balanceada para prover todas as vitaminas, aminoácidos essenciais e sais minerais necessários ao bom desenvolvimento dos pássaros.
 
MICOPLASMOSE – (também chamada de doença respiratória – DCR) – Os pássaros apresentam comprometimento respiratório, estertores traqueais, tosse e espirros. Descarga nasal e lacrimejamento podem estar presentes.
 
CORIZA – Causada por bactéria do gênero Haemophilus, provoca anorexia, descarga nasal serosa, tosse, dispnéia e congestão das mucosas. Os pássaros podem apresentar infecções latentes, que após “stress” ou em associação com outros patógenos podem desenvolver a doença.
 
O melhor meio de evitar estas doenças e, por conseqüência o peito-seco são:
 
– higiene absoluta das gaiolas, comedouros, bebedouros e equipamentos;
 
– sistema de ventilação adequado, evitando as correntes de vento;
 
– controle de temperatura e umidade. O excesso de umidade, associado à temperaturas elevadas, favorecem a proliferação de fungos, bactérias, endoparasitas e exoparasitas;
 
– controlar a superpopulação;
 
– água de boa qualidade, de preferência mineral ou filtrada;
 
– alimento balanceado, livre de contaminantes;
 
– pássaros recém adquiridos devem permanecer em quarentena, sem qualquer contato com os demais equipamentos;
 
– impedir o contato direto ou indireto com pássaros livres, como pombos e pardais que veiculam doenças e parasitoses;
 
– evitar “stress” desnecessário, como animais domésticos ou pessoas estranhas dentro do criadouro;
 
– tratamento profilático de verminoses e doenças com medicamentos de qualidade acentuada.
 
 
Fonte: Dr. Edson Amorim de Castro
             http://www.spco.com.br/

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