Patas na estrada

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Viajar com o dono pode ser uma aventura para os animais de estimação, ainda mais quando for na garupa de uma moto.

Atenção ao checklist: moto, ok! Barraca de camping, ok! Zeca e seus equipamentos de segurança, ok! Fevereiro de 2010. Tinha início a primeira grande aventura do professor Maurício Mura- matsu ao lado do seu fiel amigo Zeca, um cão da raça pastor de shetland, de cinco anos. Juntos, eles já viajaram para regiões próximas a Camanducaia (MG), cidade em que moram, mas sem- pre em passeios curtos.

Muramatsu é apaixonado por motos e, sob duas rodas, já viajou para o de- serto do Atacama, no Chile, e Machu Picchu, no Peru. Quando dois amigos o convidaram para conhecer Carrera Austral, no Chile, e sua esposa não quis acompanhá-lo, ele não pensou duas vezes e resolveu levar o cão. “Meu ami- go queria fazer um trajeto que entraria e sairia de muitos países. Como esta- va com o Zeca, a cada país que eu entrasse, teria que pedir autorização do Ministério da Agricultura. Por isso, resolvemos fazer viagens separadas e nos encontrarmos depois”, conta.

Saindo de Camanducaia, Muramatsu e Zeca seguiram para Curitiba, onde passaram dois dias e conheceram os parques Tingui e Tanguá, além da Ópera de Arame. De lá, os dois foram para Gramado, e depois Pelotas. Foi nesta cidade que Muramatsu acabou perdendo a barraca de camping e comprometendo a viagem. “A minha barraca, usada pouquíssimas vezes, resolveu nos abandonar em Pelotas, quando estava correndo para achar uma vaga em algum lugar para mim e, principalmente, para o Zeca. Um senhor nos avisou, cerca de alguns quilômetros à frente. Voltamos correndo, mas não encontramos mais nada”. De Pelotas, a dupla partiu para o município de Rio Grande e terminaram a viagem no Chuí.

“A ideia é que a viagem durasse de 30 a 35 dias, mas acabou sendo rea- lizada em 10 dias. Acho que o Zeca se divertiu muito”, conta o professor. A dupla percorreu cerca de 4 mil km e colecionou muitas histórias. “Lá no Rio Grande, eu amarrei o Zeca em uma li- xeira de um posto de gasolina, para ir a uma loja de conveniência. Como es- tava quente, havia muitos besouros e, de repente, um pousou no Zeca e ele saiu correndo. Eu saí da loja correndo também, com o refrigerante na mão”, relembra Muramatsu.

Para quem está pensando em viajar com o cãozinho, o professor recomenda planejar o trajeto com antecedência. “Viagem para mim tem que ter planejamento e, para viajar com o Zeca eu tive que ir além. Pensei em lugares que ele gostaria de ir e que nós pudéssemos ficar juntos”.

Entre os itens que não podem faltar no plano de viagem, estão os hoteis e restaurantes que aceitam animais. Mu- ramatsu informa que teve dificuldade para encontrar estabelecimentos que permitissem a entrada de cachorros.

Outro ponto importante quando se está viajando com o animal, segundo Mu- ramatsu, é se certificar que o bichinho está gostando da viagem. “Fiquei aten- to com o Zeca para ver se ele estava gostando ou não. Não queria forçá-lo a fazer nada que ele pudesse não gos- tar”, acrescenta o professor, que já está pensando na próxima viagem. “Minha in- tenção era ir para o Jalapão, no Tocan- tins. Acho que o Zeca iria gostar”.

 

Fonte: UniversoPet

 

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