Parto sem complicações

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O parto natural para todos os animais sempre foi defendido, mas, para que tudo aconteça de maneira tranquila, a futura mamãe precisa de apoio médico para garantir a integridade de sua saúde e a dos filhotes.

Cães e gatos têm uma gestação de 60 dias, em média. Durante esse período, avisita ao veterinário pode avaliar o tamanho dos fetos, se estão em posição adequada, além de acompanhar o aumento de peso para evitar a obesidade gestacional.

“A atenção deve ser redobrada com fêmeas que cruzam no primeiro cio, idosas e muito obesas. Algumas raças específicas, como Yorkshire, Maltês, Poodle, Pinscher, Buldogue, Pug, Lhasa Apso e Shitzu, requerem cuidados especiais. Já entre as gatas, as raças Persa e Devon Rex podem ter alguns problemas”, aponta a veterinária Fabiana de Faria Lima.

Preocupado com a pequena Sfiha, uma basset de quatro anos, o arquiteto Paulo Gonçalves consultou frequentemente o veterinário durante a gestação da mascote.  “No último ultrassom, o médico avisou que havia um filhote que poderia ter má formação. As recomendações foram para evitar pegá-la no colo e levantá-la de forma brusca. No final da gravidez, ela dobrou de peso e isso assustou bastante, ainda mais quando descobri que ela estava grávida de seis filhotes”, conta Gonçalves.

Quando chegou o momento tão esperado para Sfiha, a cadelinha realmente precisou de ajuda. A assistência médica que ela recebeu durante o pré-natal e parto foi determinante para que sua história tivesse um final feliz. “A bolsa estourou, ela tinha contrações, mas nada acontecia. Avisei o veterinário e ele disse que se nenhum filhote saísse em uma hora, eu deveria correr para lá. Foi o que aconteceu”, conta o arquiteto. “Ela foi para a ‘sala de parto’ e o médico descobriu que havia gêmeos siameses. Além de terem o dobro do tamanho de um filhote, estavam impedindo que os outros nascessem. Os gêmeos nasceram mortos, mas os outros cinco filhotes nasceram saudáveis e fortes”, relembra Paulo Gonçalves. Fabiana reforça que a cesariana deve ser adotada apenas em casos extremos, quando existe risco de morte para a mãe ou filhotes. “O procedimento só é indicado quando a fêmea não tem contrações uterinas, se entrou em trabalho de parto há algum tempo e os filhotes não saem, se apresenta obesidade extrema, ou em casos de raças predispostas”, explica a veterinária. “O preço da cirurgiapode variar bastante conforme a região e, principalmente, de acordo com o tamanho do animal”, completa.

 

DICAS PARA UM PARTO NORMAL E TRANQUILO

– Para que o parto normal seja bem-sucedido, é necessário que a fêmea esteja em um local limpo e tranquilo. Assim, o animal se sentirá seguro e confortável.

– Segundo a veterinária Fabiana de Faria Lima, o momento do nascimento dos filhotes, tanto no caso de cadelas como em gatas, pode ser dividido em três partes:

1ª ETAPA: a fêmea, mais inquieta e com apetite reduzido, faz o ninho. Neste momento, ela já começa a apresentar uma dilatação do canal vaginal e as contrações têm início.

2ª ETAPA: as contrações vão aumentando e ocorre o nascimento dos filhotes.

3ª ETAPA: a placenta é eliminada. A fêmea limpa o filhote e rompe o cordão umbilical.

– O dono deve ficar atento e avaliar se será necessário recorrer à ajuda de um profissional. Em caso de dúvidas, não deixe de procurar o veterinário de sua confiança.

 

IMPORTANTE!

Evite crias indesejadas e só cruze o animal se puder se responsabilizar pela ninhada. O arquiteto Paulo Gonçalves foi bastante criterioso. “Listei as pessoas interessadas e priorizei as que poderiam dividir os gastos com o parto e as primeiras vacinas. Uma maneira de avaliar se seriam donos comprometidos ou não”. Fica a dica!

Fonte: UniversoPet

 

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