O que é diabetes?

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A endocrinologia é uma especialização da ciência que estuda as doenças hormonais sediadas em diversas glândulas, quer com relação ao excesso da produção de hormônio, quer na sua deficiência.

O sistema endócrino é aquele que abrange as glândulas endócrinas, isto é, aquelas glândulas que secretam diretamente na corrente sanguínea.
Nos últimos dez anos a endocrinologia evoluiu muito à custa de uma melhor especialização dos médicos veterinários e de testes diagnósticos mais apurados disponíveis nos laboratórios.

A diabetes mellitus é um tipo de enfermidade do sistema endócrino que se caracteriza pela elevação do nível de glicose do sangue. Essa elevação ocorre devido à redução na produção ou da ação de um hormônio denominado de insulina, o qual é produzido no pâncreas por células denominadas de células beta. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto, em um acúmulo de glicose no sangue e produz um sintoma chamado hiperglicemia.

Diversas são as condições que podem levar ao diabetes, mas basicamente elas são classificadas em dois grupos:

Tipo 1: É aquela que ocorre devido à destruição das células beta por um processo imunológico, isto é, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando a uma deficiência de insulina. Esse tipo de diabetes é mais freqüente nos felinos, cujos sintomas são: fraqueza nos membros (neuropatia periférica), emagrecimento, fome excessiva, desidratação severa, sonolência. Nos quadros mais graves temos a cetoacidose diabética, que é uma complicação na qual a glicose não é mais aproveitada como fonte de energia, levando o animal a óbito.

Tipo2: Nessa forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos caninos. Nesse caso, a insulina que é produzida pelas células beta do pâncreas tem sua ação dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento na produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não for mais possível, surge o diabetes. A instalação dessa enfermidade é lenta e os sintomas, como aumento da sede e da quantidade de urina, alterações visuais (catarata), perda de peso, desidratação, podem demorar vários meses ou anos para se tornarem evidentes. Se não diagnosticada e tratada a tempo, também leva o animal a óbito.

Portanto, é fundamental um diagnóstico precoce e tratamento adequado pelo médico veterinário, pois a possibilidade de tratamento é maior. Infelizmente os casos clínicos de diabetes mellitus que aparecem nos atendimentos de rotina já estão em estágios bem avançados.

O tratamento básico da diabetes consiste no fornecimento de quantidades adequadas de insulina diariamente em intervalos regulares. A dieta correta é um fator fundamental no tratamento da diabetes mellitus. Recentemente as boas práticas veterinárias recomendam para os cães e gatos diabéticos uma dieta pobre em carboidratos, a qual na fase inicial da doença pode até dispensar o uso da insulina. A razão disso é que os baixos níveis de carboidratos ingeridos reduzem a quantidade de insulina necessária, mantendo a variação de açúcar no sangue baixa e mais previsível.

Medidas relacionadas à melhoria dos cuidados dispensados aos cães e gatos através de uma alimentação conveniente, de vacinações e vermifugações regulares, além de medicamentos e suplementos mais eficazes têm proporcionado na atualidade um aumento da longevidade. Com isso as endocrinopatias passaram a representar uma importante parcela de todas as patologias que acometem cães e gatos idosos.

Para aumentar o tempo de vida com qualidade dos cães e gatos idosos é recomendável que sejam feitos exames regulares de glicemia, principalmente nos animais suspeitos, para que prontamente medidas preventivas sejam tomadas.

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