Mastim Napolitano

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O Mastim Napolitano pertence ao grupo dos cães Molossos, tipo Dogue.

O país de origem é a Itália.

É um cão que apresenta ainda como nomes: Mastino Napoletano e Mastim de Nápoles.

É uma raça considerada gigante. Os machos apresentam na altura da cernelha de 65 a 75cm e as fêmeas de 60 a 68cm. O peso varia de 50 a 70Kg.

O Mastim Napolitano é um cão volumoso de constituição forte, vigoroso, de aspecto rústico e ao mesmo tempo majestoso e valente, de expressão inteligente e dotado de um justo equilíbrio psíquico. Seu corpo é pesado, maciço, mais longo que alto, a cernelha e o dorso são largos, peito amplo, garupa robusta e inclinada. O pescoço é curto, muito musculoso, ostentando abundante pele frouxa que forma uma barbela uniforme, a qual termina na metade do pescoço. Sua cabeça é curta, maciça, de aparência impressionante. Crânio largo e achatado com rugas e dobras.O focinho é retilíneo, largo e alto. Os lábios são abundantes e pesados. Os olhos são bem separados e redondos de cor mais escura que a da pelagem. As orelhas são pequenas, triangulares e caídas, rentes às bochechas. Se as orelhas forem cortadas (cirurgia denominada de conchotomia) ficam com a forma de um triângulo equilátero. Seus membros são de ossatura forte, patas redondas e volumosas com dígitos fechados. A cauda é larga na base e afinando na extremidade atinge a região do jarrete. Em repouso, é portada pendente. A cauda costuma ser cortada (cirurgia denominada de caudectomia) na altura de dois terços do seu comprimento. A pele é grossa e abundante, o pelo é denso, áspero e de igual comprimento. A pelagem é de cor cinza, cinza-chumbo, preta, marron, fulvo, tigrado e às vezes com manchas brancas no peito e ponta dois dedos.

Acredita-se que o Mastim Napolitano seja descendente do Dogue do Tibet e dos Molossos romanos. Foi descrita no século I pelo agrônomo Columela: “… havia na Itália centro-meridional, no tempo dos romanos junto com o cão pastor de pelagem branca, um cão guardião da casa grande de pelagem preta ou escura de cabeça extremamente volumosa, se apresentando como a parte mais importante do corpo, o peito largo, os olhos pretos e penetrantes…”.

Foi um cão difundido por toda a Europa pelas legiões romanas e utilizado em jogos de circo. É também considerado como gerador de várias raças de mastins dos outros países europeus. A raça apresentou-se pela primeira vez à cinofilia oficial em 1946. Atualmente esta raça é criada em diversas regiões italianas e exportada para o mundo inteiro.

O Mastim Napolitano é um bom cão de companhia e é considerado guardião por excelência, defensor insuperável das pessoas e bens. É muito afetuoso com seus donos e com as crianças. É calmo, dedicado, leal, de caráter dócil e não agressivo. Apresenta um passo lento semelhante ao do urso, o galope é raro. É desconfiado com estranhos e torna-se temível quando provocado. Não costuma ser adestrado para o ataque porque tende a se tornar muito perigoso. Necessita de uma educação precoce e firme.

Este cão precisa de amplos espaços para exercício e por apresentar uma tendência à formação de calos nos cotovelos e jarretes, convém que se evite que se deite freqüentemente em superfícies duras e ásperas. Necessita também de cuidados e atenção com as pregas da pele e pálpebras.

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