Leishmaniose Visceral Canina

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A leishmaniose visceral canina, mais conhecida como Calazar, é uma doença infecciosa, causada por protozoário, e considerada uma das principais zoonoses ( doença que afeta os animais e os seres humanos) mundiais. Considerada a quinta maior endemia mundial, a doença já se encontra disseminada em 04 continentes.

 

Aspecto geral de um cão com leishmaniose visceral canina

 

Estima-se que 400 milhões de indivíduos estejam expostos à infecção e nas Américas, o Brasil é responsável por cerca de 90% dos casos reportados. A doença é transmitida pela picada do flebótomo (inseto também conhecido por mosquito-palha) infectado que afeta o homem e particularmente o cão doméstico, desenvolvendo lesões na pele (Leishmaniose Tegumentar (ou envolvimento visceral generalizado (Leishmaniose Visceral), constituindo um sério problema para a saúde pública.

O cão é o principal reservatório da doença em ambiente doméstico e devido a sua elevada prevalência, associados aos hábitos do inseto transmissor, tem tornado a Leishmaniose uma doença de difícil controle. Segundo dados do ministério da Saúde, a doença vem se espalhando pelo Brasil e o número de casos vem aumentando ano após ano.

O diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina apresenta-se dificultado por vários fatores, principalmente por se tratar de uma doença de ampla manifestação clínica e pela inexistência de testes diagnósticos de fácil acesso à maioria da população. Outra característica importante consiste no fato de que alguns animais infectados permaneçam assintomáticos por longos períodos, entretanto, são fontes de infecção para os flebotomíneos e, conseqüentemente, tem papel ativo na transmissão da doença.

Nos cães, a doença é sistêmica, crônica e leva os animais à morte. A doença, em geral, afeta cães sadios, ao contrário do que ocorre nos humanos. Após ser contaminado o animal pode demorar de 2 meses até 6 anos para apresentar os sintomas clínicos da doença. Em geral os animais podem apresentar emagrecimento, apatia, fraqueza, queda de pelo, descamação e lesões na pele, feridas que não cicatrizam, crescimento exagerado das unhas, aumento e disfunções dos órgãos internos como fígado e baço, dentre outros, levando o animal à morte.

No Brasil, o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina não é recomendado pelo Ministério da Saúde e Ministério da Agricultura e os animais infectados devem ser sacrificados. Para minimizar a possibilidade de infecção, é necessário associar uma série de medidas preventivas. Como prevenção, uma das indicações é a vacinação com a Leish-Tec desenvolvida por uma tecnologia recombinante, nos animais soronegativos, vacina esta encontrada em clínicas veterinárias. Além da vacinação devem ser associadas outras medidas de controle, como por exemplo: aplicação ou uso de repelentes químicos ou naturais nos animais, facilmente encontrados no mercado veterinário sob formas de coleiras, sprays, xampus, dentre outros; dedetização do ambiente peri domiciliar, mantendo o ambiente sempre limpo, livre de folhas e matéria orgânica em geral (meio propício para reprodução do flebotomineo); instalação de telas protetoras; dentre outras.

A vacinação dos animais é uma medida complementar eficiente, auxiliando o programa de controle da doença. Além de proteger o animal, impedindo que ele fique doente e apresente sintomas clínicos, a vacina impede que o animal torne reservatório do parasita. Com isso, diminuímos as fontes de infecção do inseto transmissor e conseqüentemente o número de casos caninos e humanos da doença. A Leishmaniose não é mais uma doença dos subúrbios, ela está presente em todas as classes sociais. É necessário um bom relacionamento da saúde pública com mútua cooperação e orientação de toda população para um controle eficaz da Leishmaniose Visceral no Brasil.

Por: Vinícius Junqueira Hermont. Médico veterinário e Gerente de produto da Leish-Tec. Vacina produzida pelo Laboratório Hertape Calier. 
Autor/Fonte :Vinícius Junqueira Hermont

 

 

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