HACHIKO, um bom companheiro

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Ele dedicou sua vida à espera do dono. A esperança de reencontrá-lo sempre foi maior do que o frio, calor ou cansaço trazido pelo avanço da idade. Durante nove anos, esse cão da raça akita aguardou por um aceno, que não pôde ser dado.

Ao longo dos anos, algumas histórias foram contadas sobre cachorros valentes e fiéis, que não apenas ajudaram os donos, como também foram responsáveis por importantes feitos. Muitos podem não se lembrar, por exemplo, do cachorro Pickles. Talvez, os mais apaixonados por futebol se recordem. Esse cãozinho salvou a Copa do Mundo de 1966, realizada na Inglaterra. A taça do mundial havia sido roubada e, apesar de toda a operação policial montada para recuperá-la, foi o Pickles que encontrou o local em que o objeto estava escondido, quando passeava com o dono.

Voltando um pouco no tempo, mais precisamente no ano de 1924, outra história tinha início. Um exemplo de lealdade e companheirismo que começou em um bairro de Tóquio, no Japão, e rapidamente se alastrou por todo o país, tornando-se um marco na vida dos japoneses e inspiração para filmes e livros.

Com apenas dois meses, Hachiko, um cão da raça akita, chegou em Tóquio e se tornou o novo membro da família do professor universitário Ueno. Logo, a relação de amizade e confiança entre os dois cresceu. Todos os dias, eles caminhavam juntos até estação de Shibuya, onde o professor pegava o trem para ir à Universidade de Tóquio dar aulas. Curiosamente, no horário exato em que o professor retornava do trabalho, “Hachi” se posicionava na saída da estação de trem, para recepcioná-lo. Esta situação se repetiu até maio de 1925, quando o professor Ueno faleceu.

Hachiko

Dia após dia, no mesmo horário e local. Durante nove anos, Hachi esperou com muita paciência por um aceno que nunca veio. Um último abraço, que nunca foi dado. Ele nunca desistiu. Em 1934, aos 11 anos, Hachiko morreu, mas seu exemplo de fidelidade impressiona a todos até hoje.

Em homenagem ao cão, foi colocada uma estátua de bronze na saída da estação de Shibuya, no mesmo local em que ele costuma esperar o dono. Sua história virou referência para a nação japonesa e contribuiu para a preservação da raça akita que, na época, estava à beira da extinção.

Estátua de Hachiko em Shibuya

 

Fonte: UniversoPet

 

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