Férias Frustradas

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Viajar com o pet requer muita atenção e planejamento. Fique atento aos detalhes, para não transformar o passeio em um verdadeiro desastre.

 

Verifique se animais são realmente bem-vindos

 

“Uma das primeiras viagens que eu, meu marido e a Cléo [golden retriever] realizamos foi para a praia de Maresias, litoral de Norte de São Paulo. Ela ainda era uma filhotona, com cerca de seis meses, e nós ‘donos de pet de primeira viagem’”, conta Larissa Rios, proprietária do portal Turismo 4 Patas.

A viagem parecia estar sob controle, afinal, tinham encontrado uma pousada pet friendly e a vacinação da Cléo estava em dia. Porém, eles se esqueceram de um pequeno detalhe: animais de estimação não são aceitos em muitas praias brasileiras. “Nesta praia em questão os pets não eram bem-vindos mesmo!”, explica Larissa.

Certo dia, eles foram para o bar da pousada, juntamente com a Cléo. “Nós tivemos todo o cuidado para não sermos inconvenientes, mas, ainda assim, parece que alguns frequentadores não se convenceram disso e resolveram reclamar. Solicitaram ao gerente que pedisse para nos retirarmos do local”, lembra a turismóloga.

Apesar de toda a educação da equipe do bar, eles se sentiram humilhados. “Foi desagradável, mas ficou a lição para pesquisarmos melhor o destino antes de pegarmos a estrada com nossa peluda. É preciso ter certeza que será um destino adequado para que o cão também participe das atividades e dos passeios, sem que incomodados cortem o barato da viagem”.

 

Cuidado com o transporte do pet

 

Viagem definida, hora de planejar como o pet será transportado. Em viagens áreas, por exemplo, cada companhia tem a sua política para o embarque de animais, como limite por voo, critério para o transporte na cabine ou como carga viva, além de preço. Antes de tomar qualquer decisão, procure pesquisar as condições de cada empresa e conversar, se possível, com donos que já tenham usufruído do serviço.

A assistente financeira Karla Melo passou por uma experiência nada agradável com a sua daschund Meg, de seis anos. No final de 2004, ela teve que se mudar de Fortaleza (CE) para São José do Rio Preto (SP) e optou por transportar a cachorrinha de avião. “Na época, a companhia aérea me garantiu que os procedimentos de segurança para os animais eram os melhores, que eles viajavam em um lugar reservado no compartimento de bagagem”, explica Karla.

 

Depois de atender às exigências, ela embarcou a cachorrinha e ficou bastante ansiosa. “Algo me dizia que sem a fiscalização de como os animais de fato são colocados nas aeronaves aqui no Brasil, algo poderia dar errado. Ao chegar a São Paulo, fui para a esteira retirar as minhas bagagens. Todas as malas chegaram e depois de um longo tempo Meg surgiu. Quando peguei o compartimento onde ela estava, percebi que havia rachaduras [a Meg estava em um container de material resistente e duro, conforme exigido], pinos dos dois lados e também na parte de cima. Quebrado mesmo!”.

Ao reclamar com a administração da companhia aérea, ela foi avisada que seria reembolsada. “Óbvio que iriam pagar, mas o que eu queria ia muito além do pagamento. Eu queria descobrir o porquê de não haver nenhum controle sobre a segurança dos animais. Fica aqui o meu protesto”, ressalta a dona da Meg.

 

Mantenha-o sempre por perto

 

Para o pet, viajar é sinônimo de novos cheiros e sons. Com tanta novidade, pode ser um pouco difícil para o dono conter a alegria e vontade do mascote de explorar o novo ambiente.

A engenheira agrônoma Silvia Guimarães era dona de Bali, uma cadelinha da raça fox terrier, já falecida, mas que deixou uma história marcante de viagem. Silvia conta que a família dela tinha o costume de se reunir no final do ano em Ubatuba, litoral Norte de São Paulo. Pais, tios e crianças entrando e saindo da casa. Quando eles se deram conta, Bali havia sumido. Os parentes se mobilizaram para tentar localizá-a pela cidade, mas não a encontravam.

“A casa onde estávamos tinha dois andares. Quando olharam pela janela do andar superior, avistaram a Bali cavando e brincando no terreno ao lado da casa, que era um cemitério”, lembra a engenheira.

Ao se dirigirem para o cemitério, eles descobriram que o portão estava trancado e que a cachorrinha tinha conseguido passar por entre as frestas. Eles tentaram chamar a Bali, mas você acha que ela atendeu prontamente? Que nada! Brincar de cavar e correr devia estar bem divertido. “Nós tivemos que pular o portão para pegá-la e mesmo assim ela deu trabalho”.

Fonte: UniversoPet

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