Como educar seu gato

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Adestrar X educar. 
Em primeiro lugar, o termo ‘adestrar’ não se aplica muito aos gatos, o melhor é usar a palavra ‘educar’. O máximo que você pode esperar de um treinamento não-profissional é que seu gato comporte-se bem e não faça bobagens, de acordo com as regras da sua casa. Mesmo assim, um gato educado não necessariamente vai deixar de reproduzir “maus” comportamentos;

 

Felinos são criaturas independentes. 
Ao contrário dos cães que vivem em matilhas e, por isso, aprendem desde cedo as regras da boa convivência em grupo, os gatos são animais que apreciam sua liberdade e não aceitam ser punidos ‘assim à toa’, apenas porque nós decidimos que nossas regras são melhores do que as deles;

Um pouco de bajulação ajuda.   
Gatos não têm nenhuma preocupação em agradar, por isso, a forma mais eficaz de educá-los é baseada em reforço positivo ou seja, em vez de reprimir pelo comportamento inadequado, você recompensa o animal a cada vez que ele faz alguma coisa ‘certa’ com um prêmio – um petisco, um cafuné atrás das orelhas ou uma sessão de brincadeiras com você;

Brincar de educar. 
Gatos são brincalhões. Mantenha o ambiente em que o bichano vive rico em atividades e ‘acontecimentos’, como mudar o local da comida, esconder o alimento de vez em quando e oferecer brinquedos (bolinhas de ping pong e de papel, por exemplo). Use a hora da brincadeira e os brinquedos como recompensa para estimular bons modos;

A melhor hora de treinar. 
Brincadeiras e ‘exercícios’ devem ser feitos antes de alguma das refeições diárias do animal. Um petisco jamais será atraente para um gato que acabou de comer. Por outro lado, um gato faminto não vai conseguir prestar a menor atenção no quer que seja, muito menos em você;

Cuidado, eles ficam rapidamente entediados .
Embora adorem brincar, gatos se desinteressam rapidamente. Mantenha as sessões diárias de treinamento e de brincadeiras curtas e, de preferência, sempre no mesmo horário;

Mas e na hora das coisas ‘proibidas’?
Só adianta punir um gato se você conseguir pegá-lo ‘em flagrante’. Mesmo assim, com ressalvas. Não deixe ele saber que é você quem está exercendo a punição e jamais bata nele. Evite gritar ou emitir sons com sua voz. Ele pode associar sua presença à alguma coisa ruim e passar a evitar você ou até a arranhá-lo. Experimente outros recursos como manter sempre à mão um borrifador de água e espirrar nele da forma mais disfarçada possível. O ideal, no entanto, é tornar as coisas proibidas desagradáveis, por exemplo, gatos não suportam determinados cheiros, como casca de laranja, e detestam coisas que ‘colam’ nas suas patas. Se ele anda afiando as unhas no seu sofá, tente colocar fita dupla face no local, é bem possível que ele desista e vá procurar outro lugar. Da mesma forma, se ele estiver mexendo no lixo, pense em comprar uma lixeira impossível de abrir; em pouco tempo ele perde o interesse e deixará seu lixo em paz;

Cuidado: você pode estar deseducando seu gato! 
É muito comum o próprio dono estimular comportamentos indesejados. Digamos que você alimenta seu gato quando ele mia. Rapidamente ele aprende que sempre que estiver com fome basta miar que será alimentado. Digamos também que esse ritual costuma acontecer todos os dias às 6h da manhã: não espere que ele desista de miar até conseguir comer só porque é domingo e você queria dormir até mais tarde!

Um gato é um gato. 
Sentar, rolar, deitar, dar a patinha não são coisas totalmente impossíveis de ensinar para um gato. No entanto, o tempo de aprendizagem é muito mais longo e o processo é muito mais difícil do que com os cães. Se ter um gato com jeito de cão é seu objetivo maior, então conforme-se e procure a ajuda de um profissional ou… arranje um cão!

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