Cães também podem ser os melhores amigos da saúde das crianças

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Segundo um veterinário chileno, José Vélez, os cães podem ser um dos melhores amigos da saúde das crianças – não só da saúde fisica, mas também da saúde mental.

Um dos factores mais importantes é o facto de as crianças que têm um cão em casa terem menos 50% de probabilidade de ficar obesas, o que só por si é de extrema importância. O resultado deste estudo sobre obesidade infantil foi desenvolvido pela Universidade de Deakin, na Austrália.

Tudo começa pela parte afectiva, já que o facto de mostrar afecto pelos animais e os acariciar fortelece, não só durante infância e a adolescência, mas também em adultos, a capacidade de um indivíduo demonstrar afecto pelos outros. Outro factor importante é a responsabilidade que as crianças vão desenvolvendo enquanto tratam dos cães de casa, já que aprendem a respeitar as horas das refeições, a estar alerta para a necessidade de passear os animais de forma regular e rotineira e também de interagir com eles. Embora a responsabilidade de tomar conta de um animal de companhia não deva recair totalmente sobre as crianças, estas podem e devem participar de forma activa, em colaboração com os país.

Por outro lado, a presença de um cão em casa ajuda as crianças a combater o sedentarismo, bem como todos os impactos negativos que esse factor pode trazer, a começar pelo aumento de peso. Passear um cão implica alterações de ritmo ao andar, pequenas corridas e muitas vezes saltos, aumentando também em muitos casos o tempo que se está em contacto com a natureza, com todas as vantagens que isso pode trazer, do ponto de vista da aprendizagem e do conhecimento do meio envolvente, para além de ajudar crianças e animais a diminuir os factores de «stress» a que estão sujeitos.

Outro factor importante é a possibilidade de o contacto diário com um cão poder diminuir a probabilidade de as crianças desenvolverem alergias.

O veterinário em questão levanta também a questão da raça de cão que se deve escolher, dependendo do tipo de espaço habitacional e do agregado familiar onde o animal se vai inserir. A idade das crianças é um factor que também deve ser tido em conta.

Para este profissional, o temperamento do cão dependerá cerca de 20% da genética e os outros 80% serão influenciados pelo factor ambiental, mas devem evitar-se raças com temperamento mais irritável, principalmente se as crianças da habitação forem muito pequenas, já que tenderão a fazer mais tropelias ao cão, que vêem como amigo e companheiro de brincadeiras.

O autor do estudo chama também a atenção para a necessidade de projectar a vida com um cão para cerca de 15 anos, já que o animal pode acompanhar grande parte do crescimento de uma criança, até se tornar adulta, e durante esse período haverá uma aprendizagem mútua e constante em que se desenvolvem laços profundos de amizade, cumplicidade e lealdade que ficarão para toda a vida.

Fonte: Bicharada.net

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