Bugio

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Compreende algumas espécies de macacos do gênero Alouatta sp,  também conhecido como guariba, barbado e macaco uivador. É considerado um dos maiores primatas tropicais podendo atingir uns 60 cm de corpo, de cauda uns 65 cm e uns 9 kg de peso.

O gênero caracteriza-se pelo grande desenvolvimento do osso hióide, o qual funciona como uma caixa de ressonância. O grito do bugio parece um forte ronco e ele tem esse hábito principalmente pela manhã ou à tardinha, quando o tempo está para mudar. Aí, no alto de uma árvore, o bando todo, cerca de 8 a 12 macacos, realiza a mais urrante das reuniões, cujo alarido é horrendo capaz de ser ouvido a enormes distâncias e de assustar quem não conhece, dando origem a lendas de entes fantásticos que vivem nas matas.

Dependendo da espécie a coloração do macho pode ser preta e a da fêmea amarelo-escura, ou ainda o macho pode ser ruivo e as fêmeas quase pretas.
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Os bugios confiam plenamente na força e habilidade da cauda, a qual não deixa de se enroscar, como cautela, quando o bugio passa de um galho para outro. Quando querem podem até fazer seu repasto pendurados pela cauda.
São animais corpulentos, mas ágeis quando querem; a cabeça é maciça, o queixo barbado, principalmente nos machos velhos, o que avoluma sobremaneira o pescoço que já tem o osso hióide aumentado.
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O macaco mais velho, também conhecido como guariba-mor ou capelão, dentre outras atribuições, tem a função de ficar de vigilância enquanto o bando se alimenta. Os guaribas são tímidos, não gostam dos homens e nem do frio. Alimentam-se de folhas, brotos e frutos, procurando com afinco nas matas o fruto da planta banana-de-macaco, ou cipó-imbé, que é uma arácea ornamental muito conhecida, que vemos nos parques abraçadas aos troncos das árvores.
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A vida em sociedade desses símios é relativamente tranqüila. As mães são extremamente carinhosas para com os filhos, que elas trazem ao colo ou às costas, enquanto novinhos. Porém isso não as impede, nas travessuras mais graves dos filhotes, de aplicarem alguns corretivos, uns cascudinhos e sopapos ligeiros.
É interessante registrar aqui também uma rima popular que diz: “Guariba na serra, chuva na terra”, confirmando que o ronco do símio anuncia chuva.
Fontes: Dicionário dos Animais do Brasil – Rodolfo Von Ihering
               Entre o Gambá e o Macaco – Eurico Santos

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