Adestramento de cães deficientes

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Cães deficientes podem ter uma boa qualidade de vida? Esta é, sem dúvida, a principal pergunta de muitos donos que têm um animal nestas condições. O que podemos fazer para melhorar o dia-a-dia deles? O adestramento pode ajudar?

Em diversos casos de deficiência, o adestramento com reforço positivo – recompensando com petiscos e carinho a cada acerto – ajuda bastante o cão a se adaptar a sua nova realidade e interagir melhor com o ambiente em que vive.

Surdez

Mas, e no caso dos cães deficientes auditivos, como dar os comandos básicos: “senta”, “ fica”, “deita”, “dá a pata”?

É possível ensinar associando cada comando a um gesto – gestos esses que também são usados no adestramento de cachorros que ouvem normalmente.

Para sinalizar o “ vem” e o “não”, é possível utilizar outra estratégia: luzes! A luz vermelha produzida por canetas laser pode ser associada ao “ vem”, e piscar uma lanterna comum de luz branca associada ao significado repreensivo do “não”.

Cães cegos

Os problemas visuais no cão se tornam perceptíveis quando o animal começa a trombar nos móveis e em outros obstáculos, muitas vezes devido à velhice. Neste caso, nos treinos, ao invés de gestos, é possível usar sons.

Palavras curtas podem ser associadas a ações. Por exemplo, dizer SENta (colocando ênfase no Sen) no exato momento em que o cão sentou e premiá-lo. DEita no momento em que ele se deitou e assim por diante. Isso é mais difícil e demorado do que ensinar os sinais, mas com paciência e repetição o cão também aprende!

O “para” é um comando importante para evitar a colisão com obstáculos. Dizemos “PAra” e impedimos que o cão se movimente com a guia, até que ele pare sozinho ao ouvir o comando e, claro, ele é premiado quando acerta.

Apitos também podem ser usados para chamar o cachorro quando ele está mais distante. Apitamos e premiamos, apitamos e premiamos, e aos poucos nos afastamos para que o animal vá na direção do som. Quanto mais distante estiver o cachorro, mais vezes será necessário apitar para que ele possa se orientar e corrigir seu trajeto, seguindo o som.

O ambiente pode ser melhorado com tapetes e passarelas, que ajudam o cão a reconhecer sua localização dentro de casa e identificar essa textura como um caminho sem obstáculos. Proteja os cantos e pés de móveis em que ele tromba com tiras de espuma para evitar acidentes, e converse com o cachorro enquanto anda, para que ele possa saber onde você está.

Cães deficientes físicos

Cães paraplégicos ou que tenham tido algum membro amputado também podem ser adestrados para se adaptarem às limitações que terão por conta de sua deficiência.

É possível ensiná-los a como subir ou descer uma escada ou de um sofá – no caso dos cachorros que não tenham uma das patas –, ou se adaptar à cadeirinha, no caso dos cães paraplégicos.

 

Fonte: UniversoPet

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